Ciência Itinerante estimula a participação de mulheres na ciência

Publicado em 11 de Maio de 2018

Thais Farias

Professor contribui com alunas na apresentação dos trabalhos.
Foto: Thais Farias

Uma das prioridades da Mostra Viver Ciência Itinerante é estimular a participação de meninas nos projetos científicos de diversas áreas do conhecimento. Na segunda edição do evento na regional do Alto Acre, nesta sexta-feira, 11, na escola Belo Porvir, em Epitaciolândia, todas as exposições contaram com o apoio das adolescentes, em especial os de biologia, onde um só estande contou com o envolvimento de 28 estudantes do sexo feminino.

Os projetos desenvolvidos nas áreas biológicas e sustentáveis foram os que chamaram o interesse das alunas pela ciência. O professor de Biologia, Ricardo Mafra, que orienta as meninas nesses projetos, explica que a instituição sempre procura envolve-las nos estudos científicos. “Além de muito competentes, participam ativamente de tudo que é proposto no âmbito da ciência”, disse.

“Nesta escola os meninos sempre se voltam para os jogos ou outras atividades e já as meninas são as que têm interesse e vontade de aprender tudo que é relacionado ao estudo das ciências. Temos aqui uma turma que deu muito orgulho durante esse processo, pois participaram de aulas extras, finais de semana na escola, tanto que elas estão se apresentando aos visitantes sozinhas, sem precisar do meu suporte”, conta o professor

As mulheres se destacam na segunda edição do Ciência Itinerante no Alto Acre.
Foto: Thais Farias

Entre os trabalhos apresentados estão a extração de DNA e o terrário, apresentados pelas alunas do 1º ano da escola. Ana Carolina, de 15 anos, expôs como se dá o processo de extração de DNA dos morangos. “Sabemos que muitas pessoas nunca tinham visto a olho nu como isso acontece e resolvemos mostrar como se comportam as células vegetais. O processo é simples, dura em média 5 minutos, utilizando detergente, sal, água e álcool gelado. Com essa mistura é possível observar o DNA da fruta aparecendo”, explica.

Diana da Silva estudou a produção de terra saudável durante a Mostra. “A ideia é mostrar para os visitantes que a gente pode conseguir uma terra mais fértil sem o auxilio de nenhum tipo de produto químico, ou seja, os seres vivos, como as minhocas, podem ajudar bastante na adubação da terra sem a utilização de agrotóxicos, ou adubadores químicos”, salienta.

O objetivo da instituição que sedia o evento no município é enraizar a produção do conhecimento na área cientifica, focando na inserção da mulher na ciência do estado.  “Sabemos o quanto é importante que as mulheres participem mais da ciência e isso faz a gente ganhar mais respeito como profissionais, já que a ciência é importante para todos. Acho que ainda temos poucas mulheres envolvidas com a ciência no Brasil, por isso a importância de participar de projetos como esse, que podem nos levar a trilhar cada vez mais por esse caminho. E espero ver mais mulheres trabalhando na ciência aqui no Acre”, declarou a estudante Ana Carolina.



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