Estado inicia experiência piloto para atendimento oftalmológico nas escolas estaduais

Publicado em 15 de maio de 2019

Nesta terça-feira, 14, a equipe de saúde escolar da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE) juntamente com oftalmologistas e técnicos da Secretaria de Saúde (SESACRE) estiveram na Escola Estadual Iracema Gomes, situada no residencial Jequitibá, bairro Calafate.

O projeto atenderá alunos do Ensino Fundamental I e II e do Ensino Médio (Foto: Érica Torres/Ascom SEE)

A ação foi um teste para subsidiar a realização do projeto Olhar Digital, cujo o objetivo é levar assistência e atendimento oftalmológico a estudantes de noventa por cento da escolas estaduais nos próximos quatro anos.

“Os problemas de visão tem um impacto grande no rendimento escolar e contribui com a repetência ou até mesmo na evasão porque muitas vezes o estudante desconhece que existe algum problema e a partir daí começa a se desestimular dos estudos”, relata o chefe da divisão de assistência e saúde escolar, Rutênio Sá.

Ainda segundo Sá, o mundo moderno, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos, como tabletes, celulares, vídeo games tem trazido novos problemas para a saúde da visão, como o ressecamento dos olhos e qualquer alteração afeta tanto o rendimento quanto o comportamento, já que causa desconforto.

A meta é ter atendido 90% das escolas estaduais ao final de quatro anos (Foto: Érica Torres/Ascom SEE)

“Nós ficamos muito felizes com a chegada da equipe e por poder contar com esse atendimento aqui na escola, pois já estamos identificando várias situações e necessidades dos nossos alunos, especialmente entre as crianças que, na maioria das vezes, não consegue descrever o que está sentindo. Termos especialistas fazendo esse trabalho dentro da escola ficamos totalmente seguros pra tratar sobre as necessidades com a família”, afirma Aldineia Andrade, coordenadora pedagógica da Escola Iracema Gomes.

Os exames realizados foram: Acuidade Visual, que verifica a necessidade do uso de óculos; Tonometria, que mede a pressão ocular; e o exame de Fundo de Olho, para identificar alterações na retina e outras regiões mais internas do globo ocular.

“Depois da realização desses exames iniciais na escola, caso haja necessidade, de um exame mais especializado ou que precise da presença e autorização dos pais, como dilatação de pupila, por exemplo, haverá um segundo momento no atendimento, já nos hospitais ou clínicas de referência, com outros equipamentos mais especializados”, conta Sá.

A atividade piloto do projeto foi acompanhada de perto pelo secretário da educação, cultura e esportes, Mauro Sérgio Cruz, e pelo idealizador e responsável técnico pelo projeto no âmbito da Sesacre, o médico oftalmologista Dr. Eduardo Veloso.

Equipe da Educação e da Saúde acompanham fase de testes do projeto (Foto: Érica Torres/ Ascom SEE)

“A equipe da Sesacre está muito feliz por conseguir colocar em prática esse projeto, que já vínhamos buscando há algum tempo. É muito importante trazer esse atendimento oftalmológico e poder contribuir com mais qualidade de vida e sucesso escolar para os estudantes”, diz Veloso.

“Nossa principal meta é elevar a qualidade do ensino e o nível de aprendizagem das nossas crianças, jovens e adultos. Portanto, todas as ações que vierem a contribuir para alcançarmos esse objetivo terão nosso total apoio, será nossa prioridade”, finaliza o secretário.



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