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Educação e Segurança se reúnem com gestores para explicar o novo modelo de policiamento escolar

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Em  uma reunião realizada no auditório da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), o governo do Estado, por meio da Policia Militar do Acre (PMAC) e a própria Educação, apresentou aos gestores das escolas de Rio Branco o novo modelo de policiamento escolar que está sendo implantado para garantir segurança aos alunos e professores.

Participaram da reunião a diretora de Gestão da SEE, professora Rosária Solon, o subcomandante da PM, coronel Ricardo Brandão, além de diretores das diversas escolas da capital.

A eles foi informado sobre a criação de uma coordenação de policiamento escolar que está funcionando no Centro de Referência e Inovações para a Educação (CRIE) e também sobre o aumento das viaturas e do efetivo que irá atuar na prevenção nas escolas e na própria comunidade.

Outro objetivo da reunião foi pedir aos diretores o relatório da situação de cada escola para que a equipe do policiamento escolar possa traçar e desenvolver ações visando reduzir os índices de violência dentro e ao redor das comunidades escolares.

A partir do novo formato adotado pelo policiamento, as equipes irão atuar de modo a quem qualquer viatura poderá atender as ocorrências, que estão sendo centralizadas pela coordenação. A idéia, com isso, é otimizar o atendimento, independente do zoneamento da escola.

Outra novidade dentro do novo modelo apresentado são as rondas ostensivas, a serem feitas pelas viaturas dos batalhões, consolidando assim a prevenção de ocorrências no entorno de cada escola.

Participação das equipes

A diretora de Gestão da SEE, Rosária Solon, esclarece que o programa de policiamento está com um novo formato e, a partir dele, terá a participação direta das equipes gestoreas. “O diferencial é que ele vai se trabalhado em parceria com os diretores”, explicou.

Além disso, a eficácia dele será analisada a cada trinta dias. “E caso o programa não venha atender as necessidades das comunidades escolares vamos nos reunir novamente e reprogramar, redirecionando as ações, de modo que a gente chegue ao final do ano letivo em paz e sem violência na comunidade”, afirmou.

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Surtindo efeito

O novo formato de policiamento escolar tem surtido efeito nos poucos dias de operação. Em duas das escolas, onde as ocorrências quebravam a rotina da educação, já é possível ver os primeiros resultados.

Uma dessas escolas é a Pedro Martinello, no bairro Montanhês, parte alta da cidade. De acordo com a diretora Katiane Andrade, a nova rotina melhorou a segurança na escola. “Antes, o policiamento era aleatório, já que era a própria equipe quem decidia qual escola seria atendida”, lembra.

Atualmente, o policiamento visita a escola quatro vezes por semana. Com isso, a comunidade está há quinze dias sem qualquer tipo de ocorrência. Até um grupo no aplicativo whatsapp foi criado para ajudar a comunicação entre os diretores e a coordenação.

“A gente vai se comunicando, aí eu faço um pedido e aí eles dizem se podem vir naquele momento ou não, sem falar no efetivo, que também aumentou”, fez questão de lembrar a diretora.

Quem também está contente com o novo modelo de policiamento escolar é o diretor da escola Edilson Façanha, localizada na região do Calafate, professor Valdemir Nicácio.

Explica que, sem a policia, havia muitas ocorrências e até invasões, mas depois que as equipes passaram a atuar ostensivamente, “Não tivemos mais isso”. “As invasões diminuíram, os professores estão conseguindo dar suas aulase não tem mais ninguém oferecendo drogas”, disse.

Presença dos pais

O coronel Ricardo Brandão dialogou com os diretores destacando que o sucesso dessa nova forma de fazer o policiamento escolar depende, sobremaneira, da participação da comunidade, sobretudo dos pais, a quem cabe a responsabilidade, também, de proteger seus filhos.

“A partir desse formato a idéia é a gente iniciar um processo de envolvimento da comunidade e dos pais, porque a segurança pública e responsabilidade de todos para que a gente possa construir esse ambiente de protagonismo na melhoria da segurança em nosso Estado”, afirmou.

Segundo ele, esse formato será mantido até o final do ano letivo e, a partir daí, será feita uma avaliação, a partir de um seminário, com os pontos positivos e negativos. “Isso servirá para que a gente possa definir uma nova forma de atuação a partir de 2018, devolvendo às escolas o direito do funcionamento tranqüilo, onde o aluno possa ir e ter sua aula, retornando para a sua casa em segurança”, disse.

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